REI LEAR, DE WILLIAM SHAKESPEARE COM TRADUÇÃO DE ÁLVARO CUNHAL, REGRESSA AO TEATRO A 15 DE JULHO

Após esgotar a temporada no Teatro do Bairro, “Rei Lear” chega ao Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, já a partir de 15 de julho.

Com produção da Ar de Filmes, a peça, encenada por António Pires, parte da tradução de Álvaro Cunhal da obra de William Shakespeare, uma das grandes tragédias do dramaturgo inglês.

Escrita entre 1603 e 1606 e considerada uma das obras-primas de Shakespeare, “Rei Lear” retrata a relação entre poder, família e decadência. Inspirada em antigas lendas britânicas, a tragédia situa-se num momento de transição dinástica, em que as relações familiares e as disputas de poder se tornam inseparáveis.

A produção em palco no Audiório dos Oceanos conta com Adriano Luz, André Ramos, Carolina Campanela, Cláudio da Silva, Crista Alfaiate, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Eurico Lopes, Francisco Vistas, Gonçalo Norton, Hugo Mestre Amaro, Jaime Baeta, Marcello Urgeghe, Rodrigo Machado e Sofia Marques no elenco.

REI LEAR, UM TEXTO TEATRAL SHAKESPEARIANO

No centro da narrativa está o Rei Lear, um monarca envelhecido, que decide dividir o reino entre as três filhas, Goneril, Regan e Cordélia, acreditando poder afastar-se do governo sem perder autoridade. Ao exigir provas públicas de devoção às próprias filhas, desencadeia um jogo de poder que rapidamente se volta contra si.

Traído pelas alianças em que confiava, o Rei Lear é expulso do poder e confrontado com um mundo que já não reconhece. Na tempestade e na ruína, descobre demasiado tarde a fragilidade do poder e da própria condição humana.

TRADUÇÃO DE ÁLVARO CUNHAL

António Pires põe em cena a tradução de “Rei Lear” realizada por Álvaro Cunhal entre 1953 e 1955, durante o seu mais longo período de prisão. Preso político na Penitenciária de Lisboa, Álvaro Cunhal dedicou-se à tradução da tragédia teatral de William Shakespeare, contando com o apoio da irmã, que lhe fazia chegar dicionários e obras especializadas.

Publicada anonimamente pela primeira vez na década de 1960, esta versão portuguesa de “Rei Lear” afirmou-se desde logo como uma das traduções mais marcantes da obra de Shakespeare, distinguindo-se pelo rigor do texto e pela força dramática da linguagem. Só em 2002, três anos antes da morte de Álvaro Cunhal, é que se tornou do conhecimento público a autoria da tradução.

Os bilhetes para “Rei Lear” no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, já estão à venda em ticketline.pt e nos locais habitual.

Apoio institucional: Direção-Geral das Artes

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