Para o arranque desta digressão que celebra 3 décadas de carreira, os Placebo escolheram a cidade do Porto, onde a banda revisitou temas dos dois primeiros álbuns, Placebo e Without You I’m Nothing, uma versão de “I Feel You” dos Depeche Mode e a famosa versão de “Running Up That Hill” de Kate Bush, incluíram também em estreia absoluta um single acabadinho de ser lançado, “Hellen Keller”. Incluindo músicas que que não eram tocadas há mais de 20 anos.
Coube à escocesa Elisabeth Elektra, com o seu “synth-pop” trazido de Glasgow, a abertura das hostilidades perante um Super Bock Arena que começava a encher até ficar lotado de fãs que aguardavam pela entrada dos Placebo.
Foi uma surpresa agradável de se ouvir.
Ao aproximar-se da hora marcada sobe uma tela enorme que tapa o palco por completo, nos ecrãs surgem mensagens que “proíbem” o uso de telemóveis durante o concerto para a captação de fotos e vídeos, pedem a compreensão do público para um concerto livre de telemóveis. Mensagem essa reforçada por um vídeo do Brian Molko a incidir sobre isso e a pedir a colaboração e a compreensão de todos.
Ás 21h e após uma introdução com imagens da banda ao longo dos anos num regresso desde o tempo atual até 1996, ano de lançamento do álbum Placebo, que marca o 30º aniversário da banda e que dá nome à tournée mundial, ouvem-se os primeiros acordes de “Pure Morning” ao mesmo tempo que a tela cai dando inicio a quase 2h de pura energia e comunhão da banda com o publico desde esse momento até ao final do concerto.
Com o concerto a incidir sobre os dois primeiros álbuns da banda, Placebo e WithoutYou I’m Nothing, e com um Brian muito comunicativo, com uma energia contagiante e ainda com uma voz imaculada como se estivéssemos em 1996 e um Stefan Olsdaltambém energético e a puxar pelo público desde o primeiro minuto, foi um regresso ao passado e às músicas que marcaram a identidade da banda.
Estavam-se a divertir como chegou a afirmar Brian, estavam em festa no primeiro concerto da Tour Mundial. E que festa que foi.
O inicio com “Pure Morning” deu o mote para uma noite de puro rock, numa energia que misturou a fúria de “You Don’t Care About Us”, “Teenage Angst”, “BruisePrestine”, com a melancolia e a dor de “Without You I’m Nothing”, “I Know”, “MySweet Prince”… Houve também a estreia mundial do single “Hellen Keller” acabado de sair (lançado no próprio dia), e tocado pela primeira vez ao vivo.
Após a interpretação de “Lady of the Flowers”, Brian após já ter pedido ao público para não fazerem uso dos telemóveis para a captação de imagens, pois podia ter de abandonar o recinto, expulsa um fã que se encontrava a filmar o concerto.
Antes do encore a “Nancy Boy” fez saltar das cadeiras quem ainda não se encontrava em pé e por momentos regressamos ao passado e estávamos em 1996 tal era a energia que se sentia ao redor da tão icónica musica mostrou os Placebo ao mundo.
Para o fim estava preparado um Encore que levou o Super Bock Arena completamente ao rubro quando regressados ao palco Stefan começa os acordes de “Every You, EveryMe” e ninguém conseguiu ficar sentado e sem saltar.
Seguiu-se a versão de “I Feel You” dos Depeche Mode, onde ao longo da música, Brian saiu do palco e fez questão de abraçar e cumprimentar o público que se encontrava nas filas da frente.
Para um final em grande guardaram a fantástica e já bem conhecida versão de “RunningUp That Hill (A Deal With God) de Kate Bush abandonado posteriormente o palco debaixo de uma ovação e reconhecimento do público que viveu e disfrutou de um concerto incrível e inesquecível.
