A quarta edição do Chefs on Fire Pop-Up Foz Côa realizou-se nos dias 24 e 25 de outubro de 2026, no Museu do Côa, com uma proposta gastronómica inspirada nas técnicas de cozinha paleolítica e ancestrais. O fogo, elemento central do conceito, serviu de ponto de partida para uma experiência que cruzou gastronomia contemporânea, património e valorização do território.
Num cenário marcado pelo encontro dos rios Côa e Douro, o evento explorou a relação entre a cozinha e as suas origens, desafiando os chefs a reinterpretar técnicas ancestrais e a trabalhar os ingredientes através do fogo. A programação contou também com a atuação dos Ganso, que levaram a música ao evento, acrescentando uma dimensão musical à experiência gastronómica.
Uma ementa entre a tradição e a inovação
O almoço de 25 de outubro destacou-se pela diversidade das propostas gastronómicas e pela forma como diferentes abordagens culinárias se complementaram.
Entre os pratos servidos, o peixe foi o nosso favorito, destacando-se pelo sabor. A proposta de carne revelou-se igualmente muito saborosa, enquanto o prato vegetariano surpreendeu pela inovação, demonstrando novas possibilidades na valorização dos ingredientes.
A sobremesa, preparada com cogumelos, constituiu um dos momentos mais inesperados da refeição. Uma combinação pouco habitual no universo da doçaria, que inicialmente suscitou alguma estranheza, mas acabou por conquistar o paladar. Uma experiência que confirma que, por vezes, é preciso provar antes de formar uma opinião.
A ementa refletiu o espírito do evento: recuperar referências culinárias ancestrais e reinterpretá-las através de uma abordagem contemporânea, com espaço para a experimentação.
O encontro do Côa com o Douro como cenário
A paisagem foi um dos elementos mais marcantes do evento. A localização do Museu do Côa, numa posição privilegiada sobre o território onde o rio Côa desagua no Douro, proporcionou um enquadramento natural de grande impacto visual.
A imponência do vale e a extensão das encostas transformaram o espaço num cenário singular. Mais do que um pano de fundo, a paisagem assumiu um papel central na experiência, reforçando a ligação entre a gastronomia, a natureza e a identidade da região.
O património arqueológico completa a experiência
A visita ao Museu do Côa constituiu outro dos momentos relevantes do dia. O contacto com o património arqueológico da região permitiu aprofundar o conhecimento sobre a arte rupestre do Vale do Côa, reconhecida internacionalmente pela importância das suas gravuras paleolíticas.
A visita ganhou particular significado no contexto de uma ementa inspirada em técnicas de cozinha ancestrais. A relação entre o fogo, os alimentos e a sobrevivência humana remete para práticas que atravessam milhares de anos, estabelecendo uma ligação entre o património histórico e a gastronomia contemporânea.
Gastronomia, música e território
A quarta edição do Chefs on Fire Pop-Up Foz Côa reuniu gastronomia, música e património num programa que convidou à descoberta de diferentes dimensões da região. A inspiração paleolítica da ementa, a atuação dos Ganso, a paisagem do encontro dos rios Côa e Douro e a visita ao museu contribuíram para uma experiência que foi além da refeição.
No almoço de 25 de outubro, houve espaço para sabores marcantes, propostas inovadoras e combinações inesperadas. A música acrescentou outro ritmo ao evento, enquanto a paisagem e o património reforçaram a singularidade do lugar.
Em Foz Côa, onde a história humana permanece gravada na paisagem, o fogo voltou a reunir pessoas em torno de uma das mais antigas formas de partilha: a comida.
































































































