Do teatro ao cinema, da ópera ao jazz: o Teatro Variedades e o Capitólio revelam a programação de setembro a dezembro
O Teatro Variedades e o Capitólio, no Parque Mayer, consolidam uma programação que cruza diferentes expressões artísticas e dialoga com públicos diversos. Entre setembro e dezembro, essa linha de programação materializa-se em mais de quarenta propostas de teatro, música, ópera, cinema, dança e humor.
No Teatro Variedades, Lote 19 – Felicidade por Metro Quadrado abre a temporada a 2 de setembro, adaptação e encenação de Jorge Gomes Ribeiro do romance Quando as Girafas Baixam o Pescoço, de Sandro William Junqueira, com Paula Neves, André Nunes, Ângelo Torres e Carla Chambel no elenco, entre outros intérpretes, numa produção da Companhia da Esquina.
Segue-se, a 17 de setembro, Pigmalião, primeira ópera contemporânea portuguesa a chegar ao Teatro Variedades, e primeira produção da Plataforma Cultural, nova estrutura dedicada à criação artística contemporânea. A obra reinventa o mito clássico numa leitura distópica que cruza ópera, eletrónica e teatro visual.
Imitação dos Pássaros em que Tiago Torres da Silva viaja pela velocidade vertiginosa do mundo atual, pela solidão de jovens e velhos e pelos conflitos entre gerações estreia a 30 de setembro, com Lídia Franco, Baltasar Marçal, e Tiago Fernandes no elenco.
A 12 de novembro, sobe à cena Closer, de Patrick Marber, com encenação de Ricardo Neves-Neves e interpretação de Helena Caldeira, Ivo Canelas, Sissi Martins e Vítor Silva Costa, um retrato cru do desejo, da traição e da dificuldade de amar num mundo onde tudo é visível. Em dezembro, o Variedades fecha o ano com espírito natalício, com a chegada a Lisboa de White Christmas, musical de Henrique e Nuno Feist.
Como um dia de domingo, projeto da Mãe Jerico que agora se apresenta em soirée na capital, lança o repto a artistas para que façam “o que lhe der na real gana”. Os resultados são criativos e inesperados. Um texto, um poema e um nome de uma rua servem de ponto de partida para a performance ao vivo. Um ato único, onde o público também é uma personagem. 19 de outubro e 16 de novembro no Teatro Variedades, a 15 de dezembro no Capitólio.
O Clube de Leitura do Teatro Variedades regressa com uma programação dedicada à descoberta e reflexão em torno da escrita e da criação teatral. Coordenada pela escritora Isabel Milhanas Machado, em colaboração com as Bibliotecas Municipais de Lisboa, esta iniciativa convida o público a ler, conversar e partilhar perspetivas sobre autores, peças, adaptações e crítica teatral, contando também com encontros especiais com artistas. Entre setembro e dezembro, o programa inclui sessões dedicadas à obra de Sandro William Junqueira (7 de setembro), à escrita íntima a partir de Acabar em Beleza de Mohamed El Khatib (12 de outubro), ao universo literário de Nathalie Sarraute (9 de nvoembro) e ao teatro de Georg Büchner, com destaque para a emblemática peça Woyzeck (14 de dezembro).
A celebração do centenário do Teatro Variedades prolonga-se através da exposição Um Lugar Chamado Variedades, patente até agosto de 2027. A mostra passa agora a incluir visitas orientadas pelos seus curadores, proporcionando ao público uma oportunidade única para aprofundar o conhecimento sobre a história, a memória e a relevância deste espaço cultural.
Para além das visitas à exposição, a partir de setembro haverá visitas guiadas ao edifício do Teatro Variedades, permitindo descobrir os bastidores, a arquitetura e os diferentes espaços que marcam a nova vida deste histórico teatro.
O ciclo Há Jazz no Parque Mayer! prossegue igualmente a sua programação, transitando do terraço do Capitólio para o lounge do Teatro Variedades. Com entrada livre, a iniciativa mantém o objetivo de trazer regularmente o jazz ao coração do Parque Mayer, num ambiente informal e de proximidade com o público, com curadoria do Hot Clube Portugal.
Kayzer Ballet, que reúne duas das mais marcantes vozes da coreografia contemporânea – Marco Goecke e Marcos Morau (Créditos: DR)
No Capitólio, em setembro, o último mês do Cinecapitólio Rooftop é pautado por um ciclo dedicado ao realizador Martin Scorsese, além de títulos como Pulp Fiction, Sacanas sem Lei, Thelma & Louise e De Olhos Bem Fechados de Stanley Kubrick, que fecha esta 2ª edição do Cinecapitólio Rooftop.
A 10 de setembro, segue-se a estreia em Portugal do musical Come From Away, pela Lisbon Film Orchestra, inspirado na história verídica da pequena cidade canadiana de Gander, que acolheu milhares de passageiros desviados após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Outubro traz a estreia em Portugal do rapper britânico Nemzzz (20 de outubro) e o regresso da música indie dos britânicos Yard Act (23 de outubro), dois dos nomes internacionais mais aguardados do mês. Segue-se a passagem do MEO Commedia À La Carte Fest’26 pelo Capitólio, com Conjunto Cuca Monga (29 de outubro), JJ Bóçe (30 de outubro), Clarice Falcão e Cebola Mol (31 de outubro), e o regresso a Portugal de Paula Morelenbaum (15 de outubro) com o álbum Levitar. Completam o mês A Música do Studio Ghibli (16 de outubro), do Duo Izanami, que regressa depois de uma sessão esgotada em julho no Capitólio, o concerto de apresentação do primeiro álbum de Maria Leitão (9 de outubro), o humor de Alexis Tramoni (10 de outubro), os Mad Mozart (13 de outubro) — que chegam pela primeira vez a Portugal depois de uma digressão esgotada por toda a Europa —, o ciclo de debates competitivos ao vivo Debatível (24 de outubro, 22 de novembro e 20 de dezembro), criado por João Marecos, Leonor Caldeira e José Maria Pimentel, que regressa também em novembro e dezembro.
Em novembro, o Misty Fest passa pelo Capitólio com concertos de Rodrigo Cuevas (9 de novembro) e PAUS (21 de novembro), Rita Vian apresenta o novo álbum LIGA DURA (19 de novembro) e a Miss Drag Lisboa chega à sua 9.ª edição (15 de novembro). Seguem-se o Festival Flamenco Lisboa, com Esther Merino (20 de novembro), o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, com Jason y las Furias (18 de novembro), e o stand-up de Emmanuel II (13 e 14 de novembro) e dos francófonos Rir à Lisbonne (12 de novembro). Fecham o mês o programa Díptico – Goecke/Morau (25 de novembro), da Kayzer Ballet, que reúne duas das mais marcantes vozes da coreografia contemporânea – Marco Goecke e Marcos Morau; os Hang Massive (26 de novembro); e os dez anos de carreira dos Cassete Pirata (28 de novembro).
Dezembro é marcado pela aguardada estreia em Lisboa de Liza Minnelli – O Musical (5 de dezembro), que acompanha a filha de Judy Garland e Vincente Minnelli desde os bastidores da MGM até à explosão criativa de Nova Iorque nos anos 70, os excessos do Studio 54 e a consagração em cabaret, numa mistura de memória, ficção e concerto. Segue-se a celebração dos 30 anos de carreira dos Dealema (19 de dezembro) e o concerto do duo franco-cubano IBEYI (2 de dezembro).
A programação mantém também o compromisso com a acessibilidade, com sessões com audiodescrição, legendagem em português para surdos e ensurdecidos e Língua Gestual Portuguesa, e o VEM, serviço de acompanhamento porta a porta desenvolvido em parceria com o
Teatro São Luiz, que garante a quem tem dificuldade em deslocar-se sozinho a possibilidade de assistir aos espetáculos com autonomia e segurança.
