Reportagem de Maria Brito
Depois de quatro edições de Meo Kalorama, o festival volta à Bela Vista com outra maturidade para o seu público. Depois de uma entrada mais organizada que em edições anteriores, Folk Bitch Trio foram as primeiras a pisar o palco principal, um início intimista para um fim de tarde que prometia.
Terminado o indie folk e a sua leveza, o palco principal acolheu a passagem da “recente” banda sensação de Quebec, no Canadá, Angine de Poitrine, que trouxe a sua bizarria numa ligação peculiar com o público. Mas as guitarras frenéticas, complexas, e muitas vezes irónicas de Angine de Poitrine, deram lugar a uma calmaria que iria durar todo o concerto seguinte. Com fãs muito fiéis, Maro presenteou o Kalorama com um espectáculo ao seu jeito: calmo, ponderado e com momentos intimistas que trouxeram outra cor e espírito a um festival que está habituado a outros ritmos.
A noite arrefeceu mas a temperatura foi aumentando, e não particularmente pela presença de Interpol, que como é habitual, entregou a uma multidão um concerto sóbrio e sem grandes entusiasmos, apesar do lançamento do seu novo disco “This Mirror Weighs a Ton”.
Anna Von Hausswolff, a primeira a pisar o palco Sagres neste dia, presenteou o público com um concerto potente e, ao mesmo tempo, intimista. Uma viagem que muitos queriam que não acabasse, a condizer com o lusco-fusco.
Seguiram-se Melody ‘s Echo Chamber, que agradou aos seus fiéis fãs, e Judeline, uma artista que veio desde a região de Cádiz, na Andaluzia, que aqueceu o palco para a estrela tão aguardada da noite: Grace Jones. Apareceu após a hora marcada e trouxe toda a energia hipnotizante que sempre a caracterizou e que mantém. Uma performance invejável, dos pés à cabeça, e à bateria, instrumento que brevemente manejou num espetáculo de clássicos rítmicos sem igual.
Já do outro lado do recinto, amontoavam-se grupos largos de pessoas para assistir à outra estrela da noite. Um Robbie Williams que em nada surpreendeu, pela positiva: confiante, enérgico e cheio de si mesmo. Uma homenagem ao entretenimento e praticamente todos os clássicos depois (nem que por versões curtas para cumprir com a check list e agradar aos fãs) Robbie Williams soube fazer felizes aqueles que já sabiam ao que vinham.
