2024-10-26, Super Bock Arena, Porto
Texto: Filipe Dias | Fotografia: Teresa Mesquita
Post Modern Punk, Funk, Rock … No segundo e último dia do festival Rock à Moda do Porto quem veio para ver rock, para saltar, dançar, pular, não saiu desiludido do Super Bock Arena.
Para a abertura do festival no segundo dia, a tarefa foi atribuída aos Ecos da Cave, uma banda originária de Santo Tirso que trouxe até ao Super Bock Arena o seu rock clássico dos anos 80. Sempre a puxarem pelo público e com alguns fãs que conheciam as letras, podemos mencionar as músicas “Sacrilégio” e “Defeitos Humanos” como alguns dos momentos emblemáticos da atuação.

Chegava a altura dos irmãos Praça regressarem para o segundo dia do festival e desta vez liderando os Turbojunkie, que pela primeira vez se apresentavam com a formação original. Paulo, Simão e Domingos mostraram que o rock ainda está aí para durar e muito. Com um estilo British e um pouco de Post Modern Punk, a banda vilacondense mostrou ao que vinha, colocando o publico a saltar aos primeiros acordes saídos da guitarra do Paulo de “I wana be your dog” de Iggy Pop. Depois de revisitarem alguns dos temas como “Aleluia”, apenas voz e guitarra, e “Let the music run free”, terminaram numa simbiose com o publico ao som de “Born to be wild” dos Stepenwolf.

Para o começo da segunda parte da noite foi a vez do vozeirão Marta Ren subir ao palco, que acompanhada pela sua banda de músicos fantásticos com uma secção de metais que brilhou numa atuação intensa e repleta de Groove que nem o pé partido da Marta fez com que esmorecesse. A jogar em casa, tal como dito pela própria, esteve sempre muito comunicativa com o publico. “It’s today”, “Don’t look”, “Woth it”, “Kinds of men”, “Lets tal about the kids”, foram algumas das músicas com que presenteou o publico presente, numa atuação de Soul quase levada ao limite num festival de Rock.

Para finalizar a noite e o festival não podiam ter escolhido melhor, ZEN. Quem foi ao festival para ver rock e sentir o que é rock não pode ter saído desiludido depois do furacão ZEN ter passado pelo palco. Rui Silva que nunca foi politicamente correto, muito pelo contrário, tem a postura do verdadeiro rockeiro e aquilo que ele dá no palco exige ao publico, e o publico corresponde, pois é impossível ficar indiferente a uma energia contagiante trazida não só pelo Rui como pelos restantes membros da banda.
A celebrar os 25 anos sobre o lançamento do álbum “The privilegie of making the wrong choice”, os ZEN fecharam com chave de ouro o segundo dia do festival, onde puseram toda a gente aos pulos ao som de temas como “Mutant”, “RedDog”, “U.N.L.O.”, “11am”, e terminaram apoteoticamente com o tema “Helter Skelter” dos Beatles. Não se podia pedir melhor final.



