THE SCRIPT – Satellites World Tour 2025 – Super Bock Arena, Porto
Texto: Filipe Dias
Fotografia: Teresa Mesquita
Numa sala quase lotada, os fãs aguardavam ansiosamente a banda irlandesa para o seu segundo concerto em Portugal da Satellites World Tour, agora na cidade do Porto, um dia após o concerto apoteótico no Meo Arena em Lisboa.
Coube a Tom Walker, Escocês de nascimento, mas desde miúdo com as suas raízes perto de Manchester, abrir a noite para os The Script. E que bem que o fez, com a sua energia e entusiamo eletrizante conseguiu por a plateia a dançar até ao momento mais apoteótico da sua atuação ao interpretar o seu maior sucesso no final, onde se ouviu a plateia a cantar em uníssono “Leave a Light On”.
Pelas 21h quase em ponto, surgiram os tão aguardados The Script, ao som uma batucada interpretada numa “bateria” que se encontrava na frente do palco, os vários elementos foram aparecendo aos poucos e ao som das primeiras notas de “You Wont Feel a Thing”, o vocalista Danny O’Donoghue, emerge no meio da plateia, percorrendo o publico em direção ao palco, como que, de uma parada iluminada por tubos de led se tratasse.

De seguida, teve início o primeiro grande momento de simbiose entre o publico e a banda, ao som de “Superheroes” um dos grandes hits da banda. Sempre muito comunicativo e interativo Danny manteve-se em constante sintonia com o público. Entre sucessos como “Six Degrees of Separation” e “The Man Who Can’t be Moved”, cantaram algo emocionados “If You Could See Me Now”, dedicando a música a Mark Sheehan o amigo e membro fundador da banda que partiu em 2023 vítima de doença súbita.

Com o baterista a trocar a bateria por uma guitarra acústica, interpretaram uma das suas mais recentes músicas, “Inside Out” num momento mais acústico e intimista. Em seguida, um piano apareceu no palco, e Danny convidou uma fã da plateia para cantar e tocar com ele “Never Seen Anything Quite Like You”, dedicando a performance a Isabel, que certamente viveu um dos momentos mais emocionantes de sua vida.
Após tocarem “Before The Worst”, a primeira música que compuseram como banda, Danny aventurou-se pelo meio do público, atravessando a plateia enquanto interpretava “Nothing”. Percorrendo seu vasto repertório de sucessos, a banda fez referência a uma das mais icônicas festas irlandesas, o Saint Patrick’s Day, ao som de “Paint the Town Green”.

Para o fim estavam guardados dois dos maiores sucessos da banda, nos quais o publico mostrou o quanto os The Script são uma banda adorada no nosso país e no Porto, onde tanto a “Breakeven” como a “Hall of Fame” foram cantadas em uníssono e com uma intensidade e energia indescritível pelo publico todo juntamente com a banda num final de concerto apoteótico.
Após o final do concerto, com os fãs já a abandonar o recinto e muitos do lado de fora do pavilhão, Danny e os seus companheiros surpreenderam todos ao sair da carrinha que os levaria para o hotel. Com apenas uma guitarra acústica e umas “maracas”, decidiram presentear os fãs que ainda se encontravam no local com uma pequena atuação improvisada, como um grupo de amigos a tocar músicas à volta de uma fogueira.

Foi simplesmente inesquecível!
