Texto: Filipe Dias | Fotografia: Bruno Ferreira
No segundo dia de festival passaram pelo palco JN mais três bandas emergentes do panorama rock nacional, os Vulcões Semi Porreiros, os Pilot, que nos trouxeram uma cover de Starlight dos famosos Muse, e os Times Of Trouble, que com o seu som forte e voz poderosa da vocalista aqueceram o público com o seu rock para a grande noite que viria a ser.
Junto do palco principal encontrava-se já uma legião de fãs de um dos grandes nomes da atual música brasileira, consagrado já nos últimos Grammy Latinos.
Com uma sonoridade que varia entre o R&B e o Soul, acompanhada por letras muito íntimas e pessoais, Liniker entra em palco ao som de uma secção de sopro que nas primeiras notas pôs logo todo o público a dançar. Sempre com a sua energia contagiante cantou muitos dos seus sucessos incidindo mais no seu aclamado e galardoado último trabalho Caju.
A faltar dez minutos para as 22h chega altura de subir ao palco Mike Scott com os seus The Waterboys e o seu rock alternativo ou também classificado como folk-rock, iniciado a sua atuação com “Me and my Brother Paul” , onde saúda o público do Porto assim como o festival.
Num concerto onde percorreram o seu vasto reportório podemos realçar a “Fisherman Blues”, uma das músicas favoritas de Mike, “Madison Moe”, uma versão do clássico “Knocking on Heavens Door”, finalizando a atuação com “Pan Within” onde a escacez do tempo fez ficar de fora o intemporal “The Whole of the Moon”.
Para terminar a noite estava guardado um autêntico show de puro rock n’ roll, cabelos compridos, riffs poderosos e solos rápidos e melódicos e uma voz cujo tempo parece não ter passado por ela.
Os lendários Europe vieram comprovar que o rock está vivo e de muito boa saúde.
Numa atuação memorável a banda sueca percorreu vários dos seus êxitos de uma forma fantástica e sempre com uma constante interação com o público com “Unbrocken Wings”, “Rock the Night”, “More than meets the eye”. Podemos realçar dois momentos mais marcantes, “Carrie” interpretada em uníssono com o público e o final apoteótico com o tão aguardado “The Final Countdown” .

Bruno Ferreira
