The Cure encerram o North Music Festival perante 40 mil fãs numa noite memorável

O terceiro e último dia do festival ficou marcado pelas 40 mil pessoas que encheram por completo o recinto à espera de uma grande noite protagonizada pelos grande The Cure com o incansável Robert Smith a tomar as rédeas por completo de uma noite memorável.

Neste último dia e tal como nos dias anteriores, a abertura das hostilidades coube a mais 3 bandas emergentes no panorama rock nacional no palco JN. DeferaOrdenado Mínimo, e Os Tua que com a sua energia e vontade de mostrarem a sua música, aqueceram uma plateia já considerável adivinhando a enchente previsível pois este ultimo dia do festival encontrava-se esgotado há já algum tempo.

Junto ao palco principal um aglomerado de publico esperava já a entrada dos portugueses Linda Martini, que com o seu indie-rock sempre vibrante e com André Henriques na liderança, com as suas letras e a sua entrega sempre repleta de energia onde músicas como “A minha pele”“Boca de Sal” fizeram a delicia dos fãs mais incondicionais. Sem duvida uma atuação em grande para abrir o que viria a ser uma grande noite.

Depois da banda portuguesa foi a vez de rumarmos ao Reino Unido, recebendo em palco os escoceses Mogwai, que celebrando o seu trigésimo aniversário como banda, trouxeram os seus sons post-rock e brindaram o publico com uma atuação que fez o publico viajam por outras dimensões, onde criavam historias que faziam divagar até os menos atentos com sons hipnotizantes.

A espera estava a chegar ao fim e um mar de gente preenchia por completo o recinto do festival, com muita da maioria a vestir a identidade da banda, um estilo gótico de cabelos volumosos e traços negros nos rostos.

Faltava pouco para as 23h quando as luzes se apagaram na totalidade e a banda entrou em palco aos poucos parecendo vir da penumbra até que surge Robert Smith para a loucura ensurdecedora do público que ansiava por aquele momento.

Aos 67 anos Robert mostrou que é ainda detentor de uma voz incrível, como se o tempo não tivesse passado por ele e estávamos de volta à jovialidade dos anos 80.

A banda abriu com a poderosa e intensa “Alone” e logo de seguida após aquela carga emocional pesada dá-se o primeiro momento de maior união com o público mal se fizeram ouvir as primeiras notas de “Pictures of You”.

Com o baixo sempre marcante em todas as músicas, foram quase sempre alternando entre temas mais intensos e obscuros e os seus exitos mais pop que criaram uma ligação quase que umbilical com o público.
Temas como “Burn” da nada sonora do filme “O Corvo”, “Just Like Heaven”“Treasure”, uma música que já não tocavam há muito tempo foram fazendo a delicia dos fãs e dos quase 40 mil que não conseguiam parar de dançar e de se mexer ao longo de quase duas horas e meia de atuação que teve o seu ponto mais alto no segundo encore onde, “Lullaby”, “The Walk”, “Friday I’m in Love”,”Close to Me” foram cantados em plenos pulmões pelo público, que terminou com a “Boys don’t Cry”, numa noite memorável que provou que os The Cure não vivem apenas de nostalgia. Um festival que terminou com chave de ouro.

Blend Media
Blend Media

Reportagens de concertos e eventos.